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A análise de Heidegger sobre Kant é uma das obras filosóficas mais significativas do século XX. O livro inclui diversas anotações do próprio Heidegger, além de um apêndice com suas anotações e textos que documentam sua interação filosófica com Ernst Cassirer e o neocantianismo de Marburg. Entre os conteúdos, destaca-se o relato da Disputa de Davos entre Heidegger e Cassirer na primavera de 1929, bem como um ensaio sobre a história da cátedra de filosofia desde 1866, onde Heidegger apresenta de forma concisa a evolução do neocantianismo de Hermann Cohen a Paul Natorp, passando por Ernst Cassirer e Nicolai Hartmann. Em sua análise da "Crítica da razão pura" de Kant, Heidegger contesta a interpretação neocantiana que vê a obra como uma teoria do conhecimento e da experiência. Em vez disso, ele a considera como uma fundamentação da metafísica, cuja repetição se encontra em sua ontologia fundamental como metafísica do Dasein em "Ser e Tempo". Essa interpretação de Kant é vista como historicamente incorreta, mas relevante, pois prepara o terreno para o pensamento futuro ao destacar uma versão original do projeto transcendental.
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Kant e o problema da metafísica, Martin Heidegger
- Sprache
- Erscheinungsdatum
- 2019
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- Titel
- Kant e o problema da metafísica
- Sprache
- Portugiesisch
- Autor*innen
- Martin Heidegger
- Verlag
- Via Verita
- Erscheinungsdatum
- 2019
- ISBN10
- 8564565900
- ISBN13
- 9788564565906
- Schlagwörter
- Sachbücher, Sozialwissenschaften, Historisches Thema, Geschichte, Philosophisches Thema, Philosophie, 20. Jahrhundert, Metaphysik
- Originaltitel
- Kant und das Problem der Metaphysik
- Bewertung
- 4,75 von 5 Sternen
- Beschreibung
- A análise de Heidegger sobre Kant é uma das obras filosóficas mais significativas do século XX. O livro inclui diversas anotações do próprio Heidegger, além de um apêndice com suas anotações e textos que documentam sua interação filosófica com Ernst Cassirer e o neocantianismo de Marburg. Entre os conteúdos, destaca-se o relato da Disputa de Davos entre Heidegger e Cassirer na primavera de 1929, bem como um ensaio sobre a história da cátedra de filosofia desde 1866, onde Heidegger apresenta de forma concisa a evolução do neocantianismo de Hermann Cohen a Paul Natorp, passando por Ernst Cassirer e Nicolai Hartmann. Em sua análise da "Crítica da razão pura" de Kant, Heidegger contesta a interpretação neocantiana que vê a obra como uma teoria do conhecimento e da experiência. Em vez disso, ele a considera como uma fundamentação da metafísica, cuja repetição se encontra em sua ontologia fundamental como metafísica do Dasein em "Ser e Tempo". Essa interpretação de Kant é vista como historicamente incorreta, mas relevante, pois prepara o terreno para o pensamento futuro ao destacar uma versão original do projeto transcendental.