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“Nessa manhã, eu saí do corpo de Izidine Naíta. Restreava assim minha própria matéria no mundo, fantasma visível só pela frente. A luz imensa me invadiu assim que me desencorpei do polícia. Primeiro, tudo cintilou em milibrilhos. A claridade, aos poucos, se educou. Olhei o mundo, tudo em volta se inaugurava. E murmurei, com a voz já encharcada: – É a terra, a minha terra! Mesmo assim, pávida e poeirenta, ela me surgia como o único lugar no mundo. Meu coração, afinal, não tinha sido enterrado. Estava ali, sempre esteve ali, reflorindo no frangipani. Toquei a árvore, colhi a flor, aspirei o perfume. Depois divaguei na varanda, com o oceano a namorar-me o olhar. Lembrei as palavras do pangolim: – Aqui é onde a terra se despe e o tempo se deita.”
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A Varanda do Frangipani, Mia Couto
- Sprache
- Erscheinungsdatum
- 1995
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- (Paperback),
- Buchzustand
- Gebraucht - Sehr gut
- Preis
- 2,49 €inkl. MwSt.
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- Titel
- A Varanda do Frangipani
- Sprache
- Portugiesisch
- Autor*innen
- Mia Couto
- Verlag
- Import
- Erscheinungsdatum
- 1995
- Einband
- Paperback
- Seitenzahl
- 154
- ISBN10
- 9722110500
- ISBN13
- 9789722110501
- Reihe
- Schlagwörter
- Belletristik, Krimi & Thriller, Romantik, Krimi, Afrika, Magischer Realismus, Afrikanische Literatur, Mosambik
- Originaltitel
- A varanda do frangipani
- Bewertung
- 3,85 von 5 Sternen
- Beschreibung
- “Nessa manhã, eu saí do corpo de Izidine Naíta. Restreava assim minha própria matéria no mundo, fantasma visível só pela frente. A luz imensa me invadiu assim que me desencorpei do polícia. Primeiro, tudo cintilou em milibrilhos. A claridade, aos poucos, se educou. Olhei o mundo, tudo em volta se inaugurava. E murmurei, com a voz já encharcada: – É a terra, a minha terra! Mesmo assim, pávida e poeirenta, ela me surgia como o único lugar no mundo. Meu coração, afinal, não tinha sido enterrado. Estava ali, sempre esteve ali, reflorindo no frangipani. Toquei a árvore, colhi a flor, aspirei o perfume. Depois divaguei na varanda, com o oceano a namorar-me o olhar. Lembrei as palavras do pangolim: – Aqui é onde a terra se despe e o tempo se deita.”


